Paz em casa.

janeiro 27, 2010

Paz em casa.

“Em qualquer casa onde entrardes, dizei antes: ‘paz seja nesta casa’.” (Lucas, 10:5)

Compras na Terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.
Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito.
Eis por que nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entrarmos numa casa: “paz seja nesta casa”.
A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.
No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.
Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.
Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
Recebe a refeição por bênção divina.
Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.
Não movas objetos, de arranco.
Foge à gritaria inconveniente.
Atende ao culto da gentileza.
Há quem diga que o lar é o ponto de desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime. Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.
Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.
Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

Autor: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Da obra: Luz no lar


Existência de Deus

novembro 30, 2009

Existência de Deus.

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? – indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, em redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastros – respondeu o chefe, surpreendido. Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não pode ser dos homens! Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Autor: MEIMEI
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Da obra: Pai Nosso


Tudo é para o bem.

novembro 18, 2009

Tudo é para o bem.

Havia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse, ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!
Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.
E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.
Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.
Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.
Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.
Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.
Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.
O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.
Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.
Acomodou-se como pôde e dormiu.
No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.
Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:
Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!
Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.
Bem posso continuar a dizer: “Tudo o que Deus faz é para o bem.”
* * *
Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.
O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.
Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.

Redação do Momento Espírita com base em texto do Correio Fraterno do ABC, de maio/1998.


Para relembrar

outubro 29, 2009

Para relembrar

A pessoa que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida…

O filho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.

O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha…

O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.

Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes, que induzem e levam ao abismo.

Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.

Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consangüinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.

Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.

Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.

Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses…

Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado…

Ledo engano!

Só há liberdade real, quando se resgata o débito.

Distância física não constitui impedimento psíquico.

Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.

O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

Arrima-te ao amor e sofre com paciência.

Suporta a alma-problema que se junge a ti e não pereças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.

Dia nascerá, luminosos, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Franco
Livro: Alerta


Perdão – necessidade humana

outubro 28, 2009

Perdão – necessidade humana

Perdoar não é apenas esquecer a ofensa, mas lembrar que o ofensor é um irmão doente e precisa ser amado.
Quem permanece em seu juízo perfeito jamais magoa alguém.
Quanto mais ilimitada a tua capacidade de compreender e amar, menos te sentirás exigido em matéria de perdão.
Agradecido a cada instante, porque não assimilava os golpes que lhe eram desferidos, Jesus não experimentava a necessidade humana de perdoar.

Se a ofensa coloca à mostra as limitações de quem a pratica e o perdão, o grau de consciência de quem luta para superar-se, quem nada tem a perdoar revela que já se encontra um passo além no caminho do verdadeiro amor.

Autor: Irmão José


Em Verdade

outubro 26, 2009

Em Verdade

O santo não condena o pecador. Ampara-o sem presunção.

*

O sábio não satiriza o ignorante. Esclarece-o fraternalmente.

*

O iluminado não insulta o que anda em trevas. Aclara-lhe a senda.

*

O orientador não acusa o aprendiz tateante. A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.

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O bom não persegue o mau. Ajuda-o a melhorar-se.

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O forte não malsina o fraco. Auxilia-o a ergue-se.

*

O humilde não foge ao orgulhoso. Coopera silenciosamente, em favor dele.

*

O sincero a ninguém perturba. Harmoniza a todos.

*

O simples não critica o vaidoso. Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.

*

O cristão não odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.

*

De outro modo, os títulos de virtude são meras capas exteriores que o tempo desfaz.

* * *

Autor: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã


Esta noite

junho 23, 2009

Esta noite

“Mas Deus lhe disse: – Louco, esta noite te pedirão a tua alma;
e o que tens preparado, para quem será?” – Jesus (Lucas, 12:20)

Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade.

A super cultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos em todos os ramos da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da Astronáutica.

No entanto, entre os povos mais adiantados do Planeta avançam duas calamidades morais do materialismo corrompendo-lhe as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão.

É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas…

Para suportar os atritos necessários à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles.

Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec no item 14 do Capítulo V de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, sob a epígrafe “O Suicídio e a Loucura”:

“A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.

Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar.

Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam”.

Espíritas, amigos!

Atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não menosprezemos o socorro às necessidades da alma!

Divulguemos a luz da Doutrina Espírita!

Auxiliemos o próximo a discernir e pensar.

Autor: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Segue-me


As forças do amanhã.

junho 23, 2009

As forças do amanhã.

“Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” – Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.

Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem grandes acontecimentos!…

Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.

Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?

Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.

Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.

Desdobra-se o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

Autor: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Segue-me


Encoraje o próximo com o seu sorriso.

abril 29, 2009

Encoraje o próximo com o seu sorriso.

Encoraje o próximo com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do Criador. Lembre-se: você pode espalhar compreensão e otimismo…

Contemple a fonte ao dissipar as formações de lama que se lhe atira à corrente. Não se detenha em pessimismo e azedume…

Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes. Fraqueza à mostra enfraquece os fracos ainda mais…

Encoraje o próximo com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus. Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado…

Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação. Felicidade é um fruto que se colhe da felicidade que se semeia. Plante amor e paz e a vida lhe trará farta colheita de paz e amor…

Quando a provação lhe apareça, terá surgido o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros.
Quando o sofrimento desponte na estrada de alguém, estará você obtendo o instante dourado de auxiliar.
Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.
Evite amargura e desespero, porque todos estamos seguindo ao encontro do júbilo imperecível.

Se você não acredita que Deus é plenitude de paz e amor, alegria e luz, pense que a Terra poderá envolver-se nas sombras da noite, mas haverá sempre no Céu a fatalidade do alvorecer…

Autor: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Buscas e Acharás


Imunização espiritual.

abril 29, 2009

Imunização espiritual.

Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra a influência do mal, é necessário te convenças:

Que todo minuto é chamamento de Deus a nossa melhoria e renovação;

Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;

Que o melhor processo de receber auxilio é auxiliando em favor de alguém;

Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;

Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;

Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;

Que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavra-lo;

Que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;

Que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;

Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;

E que, em suma, não basta pedir aos Céus, através da oração, para que baixem à terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a terra se eleve igualmente aos Céus.

Autor: Emmanuel